quarta-feira, 13 de maio de 2015

Descobri hoje que ainda estou zangada contigo. Descobri hoje que a dormencia que me acompanha desde que te deixei, desde que a minha vida mudou, continua a fazer parte de mim, mesmo que eu tente com todas as forcas expulsa-la...O meu coraco aguentou, aguenta, guarda religiosamente o que sobra de todos os pedacos de vida, de gente e devo agradecer-lhe por isso. A ti, porem, nao consigo ainda perdoar... e este perdoar nao vem de nao te amar, vem precisamente desse amor que transbordou toda a minha vida e do qual eu nao tinha a certeza do quao grande que era. Todas as vidas se salvam por algum motivo e o meu foste tu. Nao tinha consciencia disso ate aquele dia chegar. Chegou entao, imperdoavel e desnecessario e arrasou a fundacao do nosso existir. Como sobreviver a esse dia e a todos os outros que se seguiram? Nao sei, honestamente, hoje escrevo estas palavras, relembro tudo novamente mas os pormenores parecem pedacos de sonho sem razao. E eu, assim dormente continuarei a amar como tu me ensinaste, com um sorriso, tranquila, muitas vezes em silencio e sempre, sempre, com cheirinho a sabonete. No meu coracao cheio de gavetas, muitas estao cheias de ti e que bom que isso e...