quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Quando pensas ter a idade certa para seres quem genuinamente és, descobres que a vida te ofereceu tantos indesejados convites que te perdeste no tempo e hoje acordaste e quem tu realmente és é estranho e sem entranhas...Cheia de sombras de dúvidas, perguntas-te onde estás, o que é feito daqueles sonhos, daquele sorriso sincero e fiel ao que eras, que sempre era mais do que és hoje, que é o próximo ao ser nada, ou quase. Gostavas de voltar ao lugar no tempo onde a tua mente pensava tranquila, sem mares de pensamentos sem sentido. Pensamentos saudáveis, naturais talvez porque doidos somos todos, apesar de alguns de nós entenderem que o ser louco é só para os loucos e que esses moram na casa ao lado, ou noutra rua...Hoje o dia veio frio mas plácido, as ruas cobertas de branco, os sorrisos gelados mas abertos...E por onde eu caminho e vou sorrindo, vou tentando descobrir onde fiquei, quem é o reflexo nas montras, nas janelas dos autocarros e finalmente, no espelho para onde olho antes de deitar.
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